Com a aproximação do fim do ano, empresas de todos os portes buscam maneiras de aparecer em meio ao excesso de ofertas, ações promocionais e comunicação intensa do período natalino.
O desafio, no entanto, vai além de criar campanhas chamativas: envolve antecipação, preparo operacional e uma estratégia integrada para atender a um consumidor mais atento, exigente e emocional.
A análise é do docente do curso Técnico em Administração da Escola Técnica Fundatec, Gustavo Schier. Ele destaca que um dos erros mais comuns é começar tarde demais.
Segundo Schier, as empresas não podem esperar dezembro para começar a agir; os consumidores começam suas pesquisas em outubro e novembro.
Com isso, campanhas iniciadas apenas no último mês do ano enfrentam maior concorrência, menor visibilidade e anúncios mais caros, o que reduz a taxa de conversão.
Outro problema recorrente é apostar exclusivamente em promoções, deixando de lado o valor do produto. Para o docente, focar apenas no preço faz com que as empresas percam de vista seus diferenciais, benefícios e a qualidade da experiência que entregam.
Ele lembra ainda que muitos negócios negligenciam o básico da operação: reforço de estoque, embalagens, logística e prazos realistas. “Muitas empresas focam muito no marketing e esquecem o operacional”, afirma.
A preparação administrativa e estratégica é um dos fatores que mais definem o desempenho das campanhas natalinas. Com concorrência acirrada, custos elevados e consumidores mais criteriosos, o planejamento reduz riscos e dá fluidez ao processo.
Para Schier, isso inclui conhecer o histórico da empresa, avaliar o comportamento dos anos anteriores e antecipar ações, da definição de preços ao preparo da equipe. Ele destaca, ainda, a necessidade de integrar Marketing, Vendas, Operação e Financeiro, garantindo que cada área trabalhe com a mesma visão e capacidade real de entrega.
Apesar da força das grandes marcas, os pequenos negócios têm espaço para competir oferecendo o que os gigantes não conseguem fazer com a mesma proximidade.
Personalização extrema, embalagens artesanais, bilhetes escritos à mão, respostas rápidas e ofertas ajustadas em tempo real são alguns dos recursos que fortalecem a conexão emocional típica do período natalino.
Outra estratégia é focar em nichos específicos, como kits corporativos, itens para pets, produtos artesanais ou soluções para festas, em vez de tentar atender todo o mercado.
Schier aponta que o comportamento do cliente segue marcado pelas transformações pós-pandemia. A antecipação das compras, impulsionada por datas como Black Friday e Cyber Monday, se consolida.
O WhatsApp também se firma como canal de vendas relevante, exigindo atendimento ágil e catálogos digitais atualizados.
Além disso, cresce a busca por itens personalizados, presentes únicos e experiências mais humanas no processo de compra.
Após o Natal, abre-se uma oportunidade que muitos negócios ignoram: transformar compradores ocasionais em clientes recorrentes. Entre as práticas recomendadas estão mensagens de agradecimento em até 48 horas, acompanhamento da entrega e oferta de suporte para trocas.
O período também é propício para programas de fidelidade exclusivos para janeiro, mês tradicionalmente mais fraco, com cupons, cashback ou descontos progressivos.
A criação de listas VIP no WhatsApp ajuda a manter proximidade e oferece canais de pré-venda e atendimento prioritário.
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